Idéias que prestam

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Pai, mãe, amo vocês

Ramon me deu um livro, Quincas Borba de Machado de Assis. Eu adoro Machado de Assis, inclusive já escrevi um texto sobre ele nesse blog. Uma das coisas mais tristes desse país é a falta de leitura.

Meu pai fez assinatura da Disney para mim quando eu era criança, depois ele comprou vários livros da série Bom Livro. São romances dos mais diferentes autores e movimentos literários. Minha mãe me forçava a ler esses romances e sempre pedia para ao final de cada capítulo eu dar o resumo a ela. Eu tinha 10 anos na época, não gostava de fazer isso, mas minha mãe tinha métodos bastante persuasivos e eu acabava fazendo.

Hoje em dia gosto muito de ler romances, reportagens, tudo. Obrigado pai, mãe. Quando as pessoas decidem ler, elas lêem mal. Harry Potter, os livros de Paulo Coelho, nada disso presta, aliás presta como um incentivo para leituras melhores e não merecem o título de “Livro de minha vida” ou “Livro de cabeceira”.

Num país que tem Machado de Assis, Clarice Lispector, Jorge Amado como seus principais autores, ler um livro de uma mulher que só vai ter uma obra na vida ou de um cara que separa o sujeito do verbo com vírgula é no mínimo perda de tempo.

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18 agosto 2007 - Publicado por | Literatura

2 Comentários »

  1. É, rapaz. A vida é assim mesmo. Inclusive, o 2º maior arrependimento da vida de Paulo Coelho é não ter escrito Harry Potter. O 1º é ter faltado às aulas de gramática. Mas apanhar da mãe se não ler é foda!

    Comentário por Ramon | 18 agosto 2007 | Responder

  2. Lucas, acho mesmo que a boa leitura nos ajuda a ter um espírito crítico, a entender melhor tudo o que acontece ao nosso redor. Com certeza se todos os pais fizessem o que os seus fizeram os nossos dirigentes, nossos líderes políticos não seriam estes aí. Não tenho nada contra quem gosta de Harry Potter ou Paulo Coelho, até já li alguns livros dele. O que não se pode deixar de ter em mente é que esses livros podem ser bons como uma leitura por diversão, mas que não chegam nem perto da nossa grande e rica literatura. Não chegam perto de um Machado de Assis, Luis Fernando Veríssimo e outros tantos, pois se formos incluir os autores estrangeiros, como Kafka ou Dostoievski,nossa lista não termina. Servem como um incentivo para alguém, que nunca leu nada, começar a pegar gosto pelos livros,como as revistas da Disney te despertaram para este lado.
    Em Resumo: concordo com vc, em gênero, número e pessoa.

    Comentário por Cíntia Verbena | 18 agosto 2007 | Responder


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